O mercado de educação para empreendedores

Pensar no futuro da educação é considerar todos os tipos de educação, suas implicações, interrelações, objetivos e resultados. Executar um plano para empreender nesta área é uma tarefa que exige múltiplos esforços, atribuições, habilidades, competências e atitude. Assim como educar exige multidisciplinaridade, empreender também.

O Brasil precisa de mais empreendedores(as) motivados(as) na criação de novos modelos, tecnologias educacionais e escolas inovadoras. 

No Brasil, como na Australia, Índia, China e EUAs, a educação está separada por setor: público e privado. Ou seja, em torno das instituições atua um mercado fornecedor de soluções, produtos e serviços, como editoras, empresas de tecnologia, material e mobiliário escolar, alimentação, etc. Em alguns países como Portugal onde a educação é 98% pública, as possibilidades de uma startup ter sucesso está limitada a aceitação do Estado. Por isso o primeiro passo de um empreendedor iniciante é conhecer o mercado que deseja explorar.

O Brasil tem inúmeras oportunidades para o surgimento de novas soluções, que podem ser aplicadas a todos os níveis de educação:

  • Educação Infantil
  • Ensino Fundamental
  • Anos Iniciais do Ensino Fundamental
  • Anos Finais do Ensino Fundamental
  • Ensino Médio
  • Educação de Jovens e Adultos
  • Educação do campo
  • Ensino Técnico
  • Ensino Superior | Tecnológico | Licenciatura | Bacharelado
  • Pós-Graduação | Especialização
  • Mestrado
  • Doutorado
  • Pós-Doutorado

E em outras modalidades:

  • Educação a distância
  • Educação especial e inclusiva
  • Educação corporativa
  • Educação financeira
  • Educação para o esporte
  • Educação das artes (teatro, cinema, dança, música, artes plásticas, etc.)

A educação a distância é a modalidade que mais cresce no Brasil e também lá fora, as startups Udacity, Udemy, Coursera e Khan Academy são um exemplo do potencial de atingir milhões de pessoas oferecendo acesso democrático a educação.

Os números da educação brasileira são impressionantes, em 2016 eram: 56 milhões de alunos, mais de 190 mil instituições de ensino (públicas e privadas), 2,4 milhões de professores e só o setor privado (41 mil instituições) movimenta R$ 62 bilhões por ano.

Mais de 2,8 milhões de crianças e adolescentes, ou 6,2% dos brasileiros entre 4 e 17 anos, estão fora da escola, segundo o Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2014; 13 milhões são analfabetos, ou 8,7% da população acima de 15 anos, segundo o IBGE; 27% da população acima de 15 anos são analfabetos funcionais, ou seja, aqueles que conhecem apenas letras e números; O Brasil tem o 2º maior número de estudantes com baixa performance em matemática básica, ciências e leitura em uma lista de 64 países. O País está no “top 10” de países mais desiguais do mundo quanto à diferença de desempenho entre estudantes de classes sociais diferentes. (OCDE – Alunos de baixo desempenho: por que ficam para trás e como ajudá-los).

Se você quer empreender ou já tem uma startup de educação é sempre importante analisar o mercado, as tendências e oportunidades para saber como construir valor respondendo aos desafios das instituições e dos estudantes. Seja bem vindo a co-criar esse futuro conosco!

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